Papa Francisco - Foto: Jeffrey Bruno/Aleteia (Creative Commons CC BY-SA 2.0) |
O Vaticano publicou nesta terça-feira, 24 de janeiro, a mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a ser celebrado em 28 de maio, Solenidade da Ascensão do Senhor. No texto, o Pontífice afirma que o conteúdo deve soar como um "encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, 'moem' tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação".
"A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade", afirmou o Pontífice.
Francisco ressaltou que é necessário abandonar o círculo vicioso da angústia e de ter a espiral do medo, resultado do hábito de fixar a atenção nas notícias más, como guerras, terrorismo, escândalos.
"Queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal", disse.
O Santo Padre também ressaltou o modo como muitas notícias são difundidas atualmente. Segundo ele, vigora a lógica de que uma notícia só é boa se ela desperta do interlocutor. Caso isto não ocorra, parará a não ser considerada como notícia.
O Pontífice afirmou ainda que "onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero".
Diante disso, Francisco declarou que é preciso buscar um estilo comunicador "aberto e criativo, que não se que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia". O Santo Padre ainda lançou o convite para que sejam oferecidos às pessoas relatos permeados pela lógica da "boa notícia".
A boa notícia
"Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade", explicou.
Segundo o Papa, a esperança fundada na boa notícia que é Jesus "faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão".
"Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam". Para Francisco, esta esperança não pode deixar de moldar o modo de comunicar, com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.
"A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa", concluiu.
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